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Toxina botulínica pode ser usada em outros tratamentos além das rugas

Quando as pessoas ouvem falar de toxina botulínica, logo pensam no tratamento para rugas. Mas, além de ajudar a suavizar marcas e linhas de expressão, a aplicação da toxina pode ajudar também a tratar outros problemas, como mostraram as dermatologistas Márcia Purceli e Gabriela Casabona.
Entre os tratamentos autorizados no Brasil pela Anvisa, está o de rugas, distonia, estrabismo, blefaroespasmo (espasmo da pálpebra), espasmo hemificial (contrações involuntárias dos músculos da face), rigidez muscular, hiperidrose, bexiga hiperativa e até mesmo dor de cabeça crônica. Há ainda o uso da toxina botulínica por dentistas para fins terapêuticos, mas nesse caso não há aprovação em bula, então a responsabilidade do tratamento é exclusiva do médico.
De acordo com as médicas, de maneira geral, a toxina não fica para sempre no organismo – com o tempo, o corpo vai degradando a substância até que ela suma. No entanto, esse período depende do quanto é aplicado e também do metabolismo de cada um.
Em relação aos tratamentos, cada casa é um caso. Por exemplo, para quem tem paralisia facial, a toxina é aplicada no lado não paralisado para deixá-lo menos expressivo e mais harmonioso com o outro lado. No entanto, ela pode ser usada ainda para quem tem paralisia cerebral, como mostrou a reportagem da Aline Oliveira, em Fortaleza, no Ceará.
No caso de hiperidrose axilar, palmar e plantar, a toxina também pode ser usada, para evitar que o suor saia. Esse tipo de tratamento pode durar até 9 meses e custa de R$ 1.500 a R$ 3.000, dependendo do grau do problema do paciente. De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, apesar de ser uma solução temporária, não há risco de compensação, ou seja, o suor começar a aparecer em outra parte do corpo.
No caso do metalúrgico Mauro César Mello, por exemplo, que transpira demais, esse procedimento pode ser uma boa opção já que ele desistiu da cirurgia, como mostrou a reportagem da Liliana Junger, de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Porém, há alguns cuidados após o procedimento para quem sofre com o excesso de suor: não é recomendado massagear o local, praticar esportes ou deitar sobre o ponto da aplicação. Grávidas, lactantes, portadoras de doenças neuromusculares, pessoas que usam medicamentos como anticoagulantes ou que têm infecções de pele no local da aplicação não devem recorrer a esse tipo de tratamento.
Há casos ainda em que a toxina pode ajudar até mesmo quem tem problemas na ATM, como foi o caso da consultora de eventos empresariais Adriana Lemos, mostrada na reportagem do Phelipe Siani.
Ela sentia dores no pescoço, nos ombros e nas mãos e mal suspeitava que a solução para o incômodo estaria no dentista. O mesmo aconteceu com a advogada Fabiana Meira Ferreira, que recorreu à toxina para melhorar a aparência do sorriso - no entanto, o efeito da toxina, nesses casos, é de apenas 6 meses e, por isso, elas vão ter que reaplicá-la nesse período.
Para tratar o sorriso gengival, problema da Fabiana, a toxina pode ser uma solução interessante se a pessoa tiver até 8 mm de gengiva aparente. Nesse caso, a toxina relaxa os músculos dos lábios superiores e diminui o aparecimento da gengiva quando a pessoa sorri.
Em relação à ATM ou até mesmo bruxismo, a toxina é aplicada nos músculos para evitar o ranger dos dentes - se o paciente tiver dor de cabeça por causa do bruxismo, esse tratamento acaba melhorando também essa dor.
Vale lembrar, no entanto, que a toxina botulínica para o tratamento da dor de cabeça depende muito da causa. Por exemplo, se a origem da dor for tumoral, não adianta nada e, por isso, a dica é se consultar primeiro com um neurologista para saber o melhor jeito de tratar.
De acordo com as médicas, o Sistema Único de Saúde só cobre a aplicação da toxina se for necessária para o tratamento de uma doença, mas não para fins estéticos.
Fonte: G1
Suor (Foto: Arte/G1)




Arte Bem Estar Rugas (Foto: Arte/G1)





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