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Hepatite C: tire suas dúvidas sobre o teste que detecta a doença, recomendado para pessoas com mais de 45 anos

O Ministério da Saúde está realizando uma campanha nacional para incentivar pessoas com mais de 45 anos a fazer o teste de hepatite C. O exame que detecta a doença - na maioria dos casos, silenciosa - pode ser feito em postos de saúde e nas unidades da Clínica da Família.

Recentemente, autoridades de saúde dos Estados Unidos lançaram um alerta especial para nascidos entre 1945 e 1965 verificarem se têm ou não a doença. A recomendação surgiu depois de ser constatado que essas pessoas têm cinco vezes mais riscos de estarem contaminadas. A explicação é que elas cresceram numa época em que eram comuns o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue não testados para a hepatite C, só descoberta em 1989.

Segundo a Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil têm o tipo C da doença, mas só 12 mil sabem e estão sendo tratadas. Tire suas dúvidas sobre essa infecção e sobre o teste que a detecta.

O que é a hepatite C?

A hepatite C é uma doença infecciosa que ataca o fígado e é causada pelo vírus VHC.

Por que é importante fazer o teste?

Segundo o hepatologista Giovanni Faria Silva, da Universidade Estadual Paulista, a testagem para hepatite C é necessária porque a doença não apresenta sintomas em 95% dos casos, sendo comum o diagnóstico já em estágio avançado.

Em que consiste essa testagem?

O teste de hepatite C é feito por meio de exame de sangue, que detecta a presença de anticorpos contra o vírus no organismo. Caso dê positivo, um outro exame, que analisa o material genético do vírus, é feito. Mais um positivo aponta a necessidade de biópsia do fígado para indicação de tratamento.
Dependendo do caso, pode ser realizado um teste rápido para detecção da doença, cujo resultado sai em até 30 minutos.

Como a hepatite C é transmitida?

As vias de transmissão mais comuns são transfusões de sangue e compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas. Muito raramente, há transmissão da mãe para o bebê (no útero ou no parto) e por relação sexual (com sangramento mútuo).

A doença pode levar à morte?

Sim, daí a importância do teste e do diagnóstico o mais precoce possível. Depois de 20 anos, a infecção da hepatite C evolui para cirrose em 25% dos pacientes, tudo de forma assintomática. O problema provoca a falência do fígado e, se não tratado, leva à morte.

Nos casos sintomátiocos de hepatite C, que sinais o corpo dá de que algo errado está acontecendo com o fígado?

São sintomas de descompensação do fígado a confusão mental (encefalopatia), a icterícia (pele e olhos amarelados), a ascite (concentração de líquido no abdômen) e vermelhidão em mãos, pés e pernas.

A doença tem cura?

Cerca de 80% dos pacientes com hepatite C têm cura completa, mas é importante lembrar que aqueles que contraíram cirrose precisam continuar tratando o problema. Ou seja, é possível obter a cura do vírus VHC e permanecer com a cirrose.

Como é o tratamento da hepatite C?

Ele é feito, basicamente, com três tipos de medicamentos, todos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS): interferon, ribavirina e inibidores de protease (distribuição limitada a pacientes graves).

Fonte: Jornal Extra


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