Pular para o conteúdo principal

UFF de Campos disponibiliza dados da COVID-19 para norte e noroeste do estado

UFF de Campos disponibiliza dados da COVID-19 para norte e noroeste do estado

Crédito da fotografia: Divulgação



A Universidade Federal Fluminense segue promovendo ações de combate ao novo coronavírus. Para isso, pesquisadores de todas as áreas buscam soluções cientificamente embasadas que possam ser úteis à sociedade nesse momento difícil. Com foco nessa realidade e visando levar dados de qualidade à comunidade, o projeto ‘Atlas Socioeconômico do Norte Fluminense’ publica mapeamentos diários sobre os casos do COVID-19 detectados em cidades das regiões norte e noroeste do Estado do Rio de Janeiro. O grupo de trabalho, atualmente coordenado pela professora Danielle Cintra, é composto por cinco docentes e quinze estudantes de graduação e pós-graduação do Departamento de Geografia da UFF de Campos, além da pesquisadora do Laboratório de Cartografia da UFRJ Raquel Dezidério Souto.
“No momento em que vivemos, há urgência em se produzir informações confiáveis sobre a pandemia do vírus para as regiões norte e noroeste fluminense, tendo em vista que a maioria dos dados divulgados são produzidos para o Estado do Rio de Janeiro como um todo. Por isso, nos organizamos para publicar diariamente os mapas de casos suspeitos e confirmados das regiões citadas. Para tornar a linguagem mais acessível, construímos e divulgamos os gráficos com o intuito de informar o resumo da semana e comparar os dados das regiões norte e noroeste fluminense com as do nosso estado de uma forma geral e também do Brasil”, ressalta Danielle.
A coordenadora explica que o ‘Atlas Socioeconômico do Norte Fluminense’ foi criado em 2018 com a aprovação de bolsas de extensão (PROEX) e bolsas de iniciação à inovação (PIBNOVA), ambas concedidas pela universidade. “Até aquele ano não existia nenhum trabalho na Geografia com foco na construção de mapas temáticos sobre os indicadores sociais e econômicos da região norte fluminense. Porém, na UFF de Campos as pesquisas sobre o assunto estavam sendo desenvolvidas, mesmo esbarrando com dificuldades na coleta de dados em portais e instituições oficiais. Sendo assim, vimos a necessidade de estruturar nossos próprios dados oficiais para auxiliar nas pesquisas internas e divulgar amplamente essas informações”.
"Sentimos que é de nossa responsabilidade fornecer à população uma fonte consolidada e confiável de dados sobre o assunto referente aos municípios que compõem as regiões norte e noroeste fluminense, afastando as fake news" - Danielle Cintra
A finalidade do projeto é oferecer à comunidade um panorama cartográfico e geográfico das condições econômicas e sociais dos municípios do norte fluminense do Estado Rio de Janeiro a fim de amparar novas pesquisas e ações práticas a partir da compreensão dessas variáveis. O objetivo primário é sistematizar e analisar informações da região nos últimos 20 anos; porém, o foco atual é a pandemia do novo coronavírus. Para o mapeamento da COVID-19, o grupo utiliza dados publicados diariamente em boletins epidemiológicos pelas prefeituras das regiões norte e noroeste fluminense nos portais oficiais das mesmas. Os resultados obtidos são disponibilizados pública e gratuitamente em forma de mapas temáticos, tabelas, gráficos e textos de análises no portal do Atlas.
Este ano, segundo Danielle, o grupo de trabalho está também focado na ampliação da rede de divulgação e de pesquisa. “Agora, além do portal, estamos no Facebook e no Instagram, que são redes sociais e virtuais de maior alcance. Nesse momento, estamos divulgando os dados sobre casos suspeitos e confirmados de COVID-19, mas pretendemos correlacionar esses material com outras variáveis disponíveis. Além disso, estamos desenvolvendo, em parceria com a professora Raquel Dezidério, uma plataforma para disponibilizar as informações em um mapeamento dinâmico e um painel que facilite ainda mais a visualização e interpretação dos dados”.
A coordenadora relata que a equipe de pesquisadores envolvidos no projeto vislumbra reforçar as áreas de comunicação, formação e inserção entre UFF, comunidade e poder público. “Queremos publicizar diariamente a situação dos municípios em relação à doença, por meio de organização e divulgação atualizada. Ainda planejamos melhorar a capacitação de recursos humanos e acesso aos dados por parte de municípios que não possuem secretarias ou órgãos para tal finalidade. Por fim, sentimos que é de nossa responsabilidade fornecer à população uma fonte consolidada e confiável de dados sobre o assunto referente aos municípios que compõem as regiões norte e noroeste fluminense, afastando as fake news”, destaca.
Danielle acrescenta que a pesquisa pretende também auxiliar e fundamentar as decisões públicas, além de contribuir para o debate com a sociedade civil organizada através da elaboração de um atlas digital. “À medida que o diálogo e as discussões com a comunidade e poder público avancem, novas variáveis serão incorporadas ao diagnóstico sobre a região. Como o projeto é uma possibilidade de contribuir e articular as demandas da comunidade, a participação popular é fundamental na divulgação e alcance dos resultados”.
Por: Assessoria de Impressa da UFF

Comentários

Populares

UFF Responde: Menopausa

  A data 18 de outubro é marcada pelo Dia Mundial da Menopausa, criado na intenção de promover a conscientização e o apoio para a melhora da saúde e bem-estar da mulher diante das mudanças fisiológicas. A menopausa é um processo natural que indica o fim do período reprodutivo, definida respectivamente pela ausência da menstruação por 12 meses consecutivos, sem causas secundárias, como gravidez ou uso de medicamentos. Trata-se de uma transição biológica que costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, com idade média no Brasil em torno de 48 anos. Durante a menopausa, ocorre a queda progressiva dos níveis de estrogênio e de progesterona, hormônios produzidos pelos ovários. Essa diminuição hormonal provoca alterações físicas, metabólicas e emocionais. Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, alterações do sono e humor, ressecamento vaginal e redução da libido. Além disso, é possível que haja o surgimento de condições mais graves, como impacto na s...

Campanha Hanseníase 2018

Fonte: Portal da Saúde

Câncer de próstata mata 48 homens por dia no Brasil; atendimento por causa da doença cresce entre jovens

                        Administrador de empresas, Luciano foi diagnosticado com câncer de próstata em 2022 — Foto: Arquivo Pessoal Luciano Ferreira, de 50 anos, só foi ao médico porque estava prestes a perder o plano de saúde. Procurava resolver um problema no estômago, mas saiu do consultório com outro pedido de exame: o PSA, marcador usado para rastrear o câncer de próstata. O tumor foi descoberto em 2022, ainda no início e, poucos meses depois, Luciano passou por cirurgia para retirar a próstata, a prostatectomia radical. Não precisou de quimioterapia nem radioterapia. “Tive sorte e diagnóstico precoce. Estou há três anos em remissão (sem sinal da doença). Hoje entendo que exame de rotina não é exagero, é cuidado com a vida”, resume. Crescimento entre homens mais jovens 📊 Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de atendimentos por câncer de próstata em homens com até 49 anos cresceu 32% entre 2020 e 2024, passand...

UFF responde: Alzheimer

  Doença de causa desconhecida e incurável, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Identificada inicialmente pela perda de memória, pessoas acometidas pela doença têm, a partir do diagnóstico, uma sobrevida média que oscila entre 8 e 10 anos, segundo o  Ministério da Saúde  .  Em um  Relatório sobre Demência , a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo dessa doença, sendo mais de 60% dessas pessoas habitantes de países de baixa e média renda. A previsão é de que esse número ultrapasse mais de 130 milhões no ano de 2050. Outros dados apresentados na publicação indicam que a demência é a sétima maior causa de morte no mundo e que, em 2019, representou um custo global superior a 1 trilhão de dólares. Com o intuito de criar ações para o tratamento e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e de demências, em junho de 2024, foi instituída a...

Crioablação: Nova técnica em teste para tratar o câncer de mama usa congelamento; entenda

Crioablação, em teste do Hospital de Amor de Barretos, usa congelamento em tumores de até 2 cm na mama — Foto: Reprodução/EPTV O Hospital de Amor em Barretos (SP) é um dos dez centros de saúde no estado de São Paulo a participar de um estudo de fase 3, ou seja, em larga escala, que testa uma nova técnica de combate ao câncer de mama. A pesquisa avalia a eficácia da crioablação, procedimento que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir as células responsáveis pelo tumor no seio. O Hospital do Coração (HCor), em São Paulo (SP), é o principal responsável pelo estudo e conta com a participação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Hospital da Mulher, Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), Faculdade de Medicina de Jundiaí e Hospital Santa Marcelina, além do Hospital de Barretos, entre outras unidades. Até agora, os estudos anteriores demonstraram resultados promissores e seguros, principalmente para pacientes com tumores ...