Pular para o conteúdo principal

Banco de leite humano inicia campanha de doação

O Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro, realiza, nos meses de fevereiro e março, campanha de doação de leite humano. O objetivo é sensibilizar mulheres que estejam em fase de amamentação a se tornarem doadoras para suprir as baixas nos estoques que costumam acontecer no período de férias, a partir da chegada do verão, com as festividades do final de ano e até a temporada de Carnaval, que, este ano, acontecerá no mês de março.
A queda do estoque é comum em todo Brasil nesta época devido a muitas mães doadoras aproveitam as férias coletivas, escolares e de trabalho para viajar, afastando-se da cidade onde moram e se desligando do programa de doação de leite ao qual pertencem. Infelizmente, isso prejudica o aprovisionamento de leite aos bebês prematuros, de baixo peso ou portadores de patologias, internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (Utins) e que não podem ser amamentados pela própria mãe.
Segundo a gerente do BLH do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida Silva, essa queda nas dotações, de até 60% nos estoques da unidade, compromete o desenvolvimento e a nutrição, especialmente de recém-nascidos prematuros. De acordo com ela, são necessários, em média, 300 litros/mês para atender a todos os lactentes internados no Instituto, e, desde o início de 2019, foram coletados apenas 110 litros, menos da metade do que é preciso.
“A doação de leite é importante para o bebê que recebe a doação, pois é um leite de qualidade nutricional elevada que vai ajudá-lo a sair deste período de risco. A doação também se faz importante para a mãe deste bebê prematuro, pois com a certeza que seu filho está recebendo o melhor alimento, isso a deixa mais tranquila e facilita o processo de produção de leite para o seu próprio bebê. E a mãe que doa também ganha, pois, o ato de retirar o volume excedente evita mastite e quanto se doa mais se produz, não faltando nunca para o seu filho. Os bebês prematuros que necessitam desta doação, consomem um volume de leite muito baixo, 2 a 5mL a cada duas, três horas, então você, mãe, que está amamentando, se doar um pouquinho por semana estará ajudando mais de um bebê”, acrescenta Danielle Aparecida sobre a importância da doação e, por tanto, da campanha.
Embora seja uma realidade a diminuição nos estoques de bancos de leite nestas temporadas em todo o Brasil, também é verdade que no caso do Rio de Janeiro a situação é mais complicada, pois muitos dos pontos de coleta estão na capital e a doadora que viaja não tem como doar em outro lugar do estado. Sobre isso, Danielle explica que existe a alternativa de outras mães de recém-nascidos que estejam de visita à cidade do Rio de Janeiro doarem nos postos de coleta e bancos de leite disponíveis.
Neném no berçário
Como se tornar uma doadora
As mães interessadas em doar, devem estar em fase de amamentação, produzir um volume de leite maior do que seu próprio filho precisa, ter boa condição de saúde e não tomar medicamentos contraindicados com a amamentação. Se a mãe cumprir com isto, para fazer o cadastro o próximo passo é ter em mãos os últimos exames realizados no pré-natal e entrar em contato com o Banco de Leite Humano do Instituto através do telefone 0800 026 8877, ou no prédio do IFF/Fiocruz na Av. Rui Barbosa 716, no Rio de Janeiro. Elas serão orientadas sobre como fazer corretamente a coleta de leite para doação. A partir daí, a mãe já está pronta para doar, e, após essa primeira coleta, o BLH pode providenciar o serviço de assistência na retirada de leite na própria residência da doadora. Confira aqui o passo a passo para a coleta.
Você sabia que um litro de leite humano doado pode alimentar até dez recém-nascidos por dia? A depender do peso do prematuro, (1 ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado. Para mais informações, acesse o site da Rede Global de Bancos de leite Humano.
Fonte: Fiocruz

Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios, aponta estudo

De acordo com um novo estudo realizado por médicos cardiologistas do hospital britânico Leeds General Infirmary, os ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios. O estudo foi apresentado nesta terça-feira, 5, na Conferência da Sociedade Cardiovascular Britânica em Manchester, Inglaterra. O estudo comparou os dados de mais de quatro mil pacientes que receberam tratamento para ataque cardíaco em quatro anos separados, e descobriram que os ataques cardíacos mais graves foram mais fatais nos seis meses mais frios, em comparação com os mais quentes. O número total de ataques cardíacos foi aproximadamente o mesmo na metade mais fria do ano, em comparação com os meses mais quentes, com os mais sérios ataques cardíacos levando à parada cardíaca e choque cardiogênico. Porém, o risco de morrer nos 30 dias depois de ter de um ataque cardíaco grave foi quase 50% maior nos seis meses mais frios, em comparação com os seis meses mais quentes. A parada cardíaca é quando o c...

UFF Responde: Tuberculose

  No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do  Ministério da Saúde , o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e   o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tube...

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Quais sinais indicam a perda do bebê na gravidez? Casos de Tati Machado e outras famosas acendem alerta para gestantes

  Nos últimos meses, algumas celebridades enfrentaram a dor de perder um bebê durante a gestação. Nesta semana, a jornalista Tati Machado e a atriz Micheli Machado contaram que passaram por isso para seus seguidores. Ambas estavam na reta final da gravidez. Meses antes, a influenciadora Maíra Cardi e a apresentadora Sabrina Sato também falaram que passaram por abortos espontâneos. Ainda que a gestante faça um bom pré-natal e tome todos os cuidados, estes casos podem acontecer. E nesse momento, o apoio emocional é o mais importante para as mulheres. — Mesmo na ausência de doenças ou fatores de risco, a perda gestacional pode ser inevitável e nem sempre terá uma causa determinada, o que gera ainda mais angústia para quem passa por esse luto. Mesmo com todos os cuidados, algumas perdas simplesmente acontecem, e não devem ser motivo de culpa. O mais importante é que as mulheres que vivenciam esse processo sejam acolhidas com empatia, escuta e apoio profissional — ressalta a obstetra ...