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Apesar de antigas, as pílulas anticoncepcionais ainda geram muitas dúvidas

Apesar de serem o método contraceptivo preferido das mulheres, as pílulas anticoncepcionais, desde o lançamento na década de 1960, ainda geram dúvidas em relação ao uso, eficácia e efeitos no organismo. Desmitificar o medicamento é um dos objetivos da campanha deste ano para o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência, comemorado amanhã.

Para o ginecologista e obstetra José Bento, médico dos hospitais Albert Einstein e São Luís, embora a utilização das pílulas pelas adolescentes seja comum, falta a elas disciplina para tomar o remédio corretamente. Em caso de esquecimento, mesmo que só um dia, a eficácia do método fica comprometida.
— Mas hoje já existem aplicativos de celular em que a pessoa programa um lembrete para tomar o medicamento. É um jeito simples e de fácil acesso para resolver o problema — sugere.

Antes de usar a pílula anticoncepcional, é importante que a mulher — de qualquer idade — se consulte com um ginecologista. Segundo José Bento, apenas o médico pode indicar a dosagem hormonal adequada para cada paciente, o que tem relação direta com os efeitos colaterais que podem surgir. Dor de cabeça, náuseas, inchaços e ganho de peso são alguns deles.

— São efeitos como os causados pelo aumento de hormônios na gravidez, só que mais brandos, já que a pílula tem menos hormônios — diz.

Bom índice de utilização da camisinha

Uma pesquisa feita com 30 mil pessoas em 37 países revelou que o Brasil é o país onde mais se usa preservativos na primeira relação sexual: 66% dos brasileiros optam pelo sexo seguro na ocasião.

Intitulado “Face of sex”, o estudo apontou que tal comportamento aumenta em três vezes a chance de continuar usando camisinha na vida. Com isso, quem se protege na primeira transa tem duas vezes menos chance de contrair doenças ou de ter uma gravidez não planejada.

— Estamos melhorando a condição de sexo protegido no Brasil, mas está longe de ser um número ideal. A educação sexual deve ser um trabalho contínuo e permanente — analisa a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Fonte: Jornal Extra

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