Pular para o conteúdo principal

Cientistas criam vacina que controla em primatas vírus semelhante ao HIV

Cientistas dos Estados Unidos afirmam que descobriram uma vacina capaz de controlar a resposta imunológica em macacos contra o Vírus de Imunodeficiência Símia (SIV), semelhante ao vírus HIV, causador da Aids em humanos. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (11) pela revista científica "Nature".
O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon com macacos rhesus. Segundo a pesquisa, a vacina foi produzida a partir do emparelhamento de uma cepa alterada do vírus citomegalovírus (RhCMV) com o SIV. O RhCMV está presente em grande parte da população desses macacos.
A versão modificada do citomegalovírus gerou e manteve indefinidamente as células T com o chamado "efeito memória", com capacidade de procurar e destruir células infectadas pelo SIV. As células T são um componente essencial do sistema imunológico do organismo e combatem doenças. No entanto, essas células presentes em vacinas convencionais não foram capazes de eliminar o vírus.
Vírus SIV controlado
De acordo com os resultados do estudo, 50% dos macacos que foram vacinados manifestaram respostas imunológicas estáveis e controladas de um a três anos. Após este período de testes, os pesquisadores também descobriram que em grande parte dos símios parecia que a infecção inicial de SIV tinha erradicado, porque não foram encontrados resíduos do vírus.

“Através deste método, fomos capazes de ensinar o corpo do macaco a melhorar suas defesas de combate à doença. Nossa vacina mobilizou uma resposta das células T que foi capaz de ultrapassar os invasores SIV em 50% dos casos tratados", disse Louis Picker, um dos autores do estudo, em comunicado divulgado pela universidade.

Segundo os cientistas, esta investigação demonstra também que este tipo de vetor de citomegalovírus oferece um grande potencial não só para a cura destas infecções persistentes, mas também para sua prevenção e para desenvolver estratégias de vacinação.
"(...) Estamos esperançosos de que [a técnica] de emparelhamento do CMV modificado com o HIV possa levar a um resultado semelhante com humanos”, afirmou Picker.

Embora a equipe de pesquisadores ainda não tenha determinado quando poderia chegar a desenvolver uma vacina contra o vírus da imunodeficiência humana, Picker assegurou que sua próxima meta é "determinar se a vacina pode erradicar completamente o SIV em símios com a infecção mais desenvolvida".

Fonte: G1

Comentários

Populares

UFF Responde: Menopausa

  A data 18 de outubro é marcada pelo Dia Mundial da Menopausa, criado na intenção de promover a conscientização e o apoio para a melhora da saúde e bem-estar da mulher diante das mudanças fisiológicas. A menopausa é um processo natural que indica o fim do período reprodutivo, definida respectivamente pela ausência da menstruação por 12 meses consecutivos, sem causas secundárias, como gravidez ou uso de medicamentos. Trata-se de uma transição biológica que costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, com idade média no Brasil em torno de 48 anos. Durante a menopausa, ocorre a queda progressiva dos níveis de estrogênio e de progesterona, hormônios produzidos pelos ovários. Essa diminuição hormonal provoca alterações físicas, metabólicas e emocionais. Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, alterações do sono e humor, ressecamento vaginal e redução da libido. Além disso, é possível que haja o surgimento de condições mais graves, como impacto na s...

Campanha Hanseníase 2018

Fonte: Portal da Saúde

Câncer de próstata mata 48 homens por dia no Brasil; atendimento por causa da doença cresce entre jovens

                        Administrador de empresas, Luciano foi diagnosticado com câncer de próstata em 2022 — Foto: Arquivo Pessoal Luciano Ferreira, de 50 anos, só foi ao médico porque estava prestes a perder o plano de saúde. Procurava resolver um problema no estômago, mas saiu do consultório com outro pedido de exame: o PSA, marcador usado para rastrear o câncer de próstata. O tumor foi descoberto em 2022, ainda no início e, poucos meses depois, Luciano passou por cirurgia para retirar a próstata, a prostatectomia radical. Não precisou de quimioterapia nem radioterapia. “Tive sorte e diagnóstico precoce. Estou há três anos em remissão (sem sinal da doença). Hoje entendo que exame de rotina não é exagero, é cuidado com a vida”, resume. Crescimento entre homens mais jovens 📊 Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de atendimentos por câncer de próstata em homens com até 49 anos cresceu 32% entre 2020 e 2024, passand...

UFF responde: Alzheimer

  Doença de causa desconhecida e incurável, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Identificada inicialmente pela perda de memória, pessoas acometidas pela doença têm, a partir do diagnóstico, uma sobrevida média que oscila entre 8 e 10 anos, segundo o  Ministério da Saúde  .  Em um  Relatório sobre Demência , a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo dessa doença, sendo mais de 60% dessas pessoas habitantes de países de baixa e média renda. A previsão é de que esse número ultrapasse mais de 130 milhões no ano de 2050. Outros dados apresentados na publicação indicam que a demência é a sétima maior causa de morte no mundo e que, em 2019, representou um custo global superior a 1 trilhão de dólares. Com o intuito de criar ações para o tratamento e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e de demências, em junho de 2024, foi instituída a...

Crioablação: Nova técnica em teste para tratar o câncer de mama usa congelamento; entenda

Crioablação, em teste do Hospital de Amor de Barretos, usa congelamento em tumores de até 2 cm na mama — Foto: Reprodução/EPTV O Hospital de Amor em Barretos (SP) é um dos dez centros de saúde no estado de São Paulo a participar de um estudo de fase 3, ou seja, em larga escala, que testa uma nova técnica de combate ao câncer de mama. A pesquisa avalia a eficácia da crioablação, procedimento que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir as células responsáveis pelo tumor no seio. O Hospital do Coração (HCor), em São Paulo (SP), é o principal responsável pelo estudo e conta com a participação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Hospital da Mulher, Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), Faculdade de Medicina de Jundiaí e Hospital Santa Marcelina, além do Hospital de Barretos, entre outras unidades. Até agora, os estudos anteriores demonstraram resultados promissores e seguros, principalmente para pacientes com tumores ...