Pular para o conteúdo principal

Viver em áreas violentas aumenta chance de enfarte

Um estudo publicado no jornal do Colégio Americano de Cardiologia (JACC) mostrou que pessoas com nível socioeconômico mais baixo e que vivem em área de maior criminalidade têm maior estresse e inflamação arterial, o que resulta no maior risco cardiovascular.
Os pesquisadores usaram exames de imagem para estudar a ativação do centro do estresse no cérebro e a captação de indicadores de inflamação.
— O nível socioeconômico e morar em locais violentos ativam a amígdala cerebral, que libera substâncias que são capazes de agredir as artérias coronárias e aumentar o risco de enfarte — explica aola Smanio, cardiologista do Grupo Fleury.
A inflamação das artérias aumenta a probabilidade de que placas de gorduras se instalem nas paredes das artérias, situação que caracteriza a aterosclerose.
O estudo foi feito com 509 pessoas, de idades entre 45 a 66 anos. Os participantes foram acompanhados por cinco anos pelos pesquisadores.
— Os cientistas acompanharam de perto os pacientes que mais apresentaram complicações cardíacas, como enfartes e derrames, e observaram que elas sofriam disso em consequência do estresse, independentemente de terem outros fatores de risco como diabetes ou serem fumantes — diz Cláudio Tinoco, diretor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj).
Para Tinoco, essas novas informações são de grande valor para a população:
— Além de conhecermos mais um fator de risco, este é mais um indício de que os governantes devem garantir a segurança pública não só por diminuir o risco de a população sofrer a consequência da criminalidade, mas por ser também uma questão de saúde.
Fonte: Jornal Extra

Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Hérnia inguinal pode levar à morte se não for operada logo

As inovações no tratamento da hérnia inguinal estão entre os temas a serem abordados na quarta edição do Congresso Brasileiro de Hérnia e da Convenção Latinoamericana de Hérnia, que serão realizados entre amanhã e sábado, em Búzios, na Região dos Lagos. Embora muitas pessoas que sofrem do problema adiem a solução, todos os casos necessitam de intervenção cirúrgica, cujo índice de cura alcança 98%. Se não cuidado, o problema pode desencadear complicações que trazem risco de morte ao paciente. Segundo o cirurgião geral Júlio César Beitler, presidente da Sociedade Brasileira de Hérnia, cerca de 5% da população mundial já teve, tem ou terá hérnia inguinal. Os primeiros sintomas costumam ser inchaço abdominal e desconforto local. Ao surgimento desses sinais, é preciso procurar um médico para investigar o caso. O diagnóstico é clínico, na maioria das vezes. Mesmo nas pessoas em que o problema desaparece devem buscar auxílio, já que a hérnia inguinal não é curada sozinha. — Não p...

Método inovador, com uso de células-tronco, é usado para tratamento ortopédico no Huap

O tratamento das disfunções do mecanismo de consolidação do esqueleto humano é considerado um dos desafios para o cirurgião ortopédico. O Departamento de Cirurgia Geral e Especializada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolve no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) um novo método, que utiliza células-tronco do próprio paciente para o tratamento de tumores, falhas de próteses e fraturas mal consolidadas (as pseudoartoses), em ossos longos. O método, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFF, foi testado no ano de 2009, atingindo resultados satisfatórios em 100% dos casos. Na descrição do professor Vinícius Schott Garneiro, coordenador da equipe cirúrgica responsável pelo estudo, o paciente é submetido à aplicação de células mesenquimais – células-tronco - no foco de fraturas, falhas de próteses e tumores, sem qualquer exposição por acesso e como alternativa aos procedimentos cirúrgicos tradicionais. São utilizadas células da medula ósse...