Os dias mais frios, em geral, estão diretamente ligados a banhos mais quentes. É comum observar, neste período, que a pele fica ressecada e por isso merece atenção maior, segundo explica a dermatologista Ana Célia Xavier, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo:
— As características da pele dependem de fatores ambientais e internos, modificando seu aspecto principalmente no outono e no inverno. Durante esses meses, há maior perda de água por meio da evaporação (transepidérmica) e aumento do pH. A hidratação é menor, a produção de sebo diminui, bem como a quantidade de ceramidas da camada externa da pele.
Manter o consumo mínimo de dois litros de água, por dia, e uma alimentação rica em vitaminas e proteínas são duas atitudes que ajudam a cuidar da pele em tempos de baixas temperaturas. Escolher o hidratante certo é fundamental.
— Devemos procurar cosméticos à base de ureia, glicerina, óleo de amêndoas ou de semente de uva, niacinamida, manteiga de karité, entre outros. Existem excelentes produtos, mas podemos ter uma combinação manipulada feita pelo dermatologista. Aliás, a indicação precisa ser feita por ele após uma avaliação de cada paciente e suas necessidades — afirma a dermatologista Íris Flório.
Cuidados específicos para cada área
A pele, apesar de recobrir toda a superfície do corpo, necessita de cuidados diferentes dependendo do local.
— É preciso verificar qual o melhor produto para cada tipo de pele. O corpo e o rosto, por exemplo, geralmente pedem hidratantes diferentes. Da mesma forma que áreas mais ressecadas, como joelhos e cotovelos, merecem uma aplicação extra — complementa Íris.
Os óleos corporais podem ser uma opção, mas nunca usados como um substituto do hidratante.
— Eles são emolientes e formam uma barreira que evita a perda de água, mas não hidratam como os cremes — alerta a dermatologista Renata Marques, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: Jornal Extra
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