Pular para o conteúdo principal

Bebida quente aumenta risco de câncer de esôfago

Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa de Oncologia Digestiva da Universidade de Ciências Médicas de Teerã, no Irã, apontou que beber três xícaras de chá verde ou preto (equivalente a 700ml), em temperatura acima de 60°C, aumentaria a probabilidade de câncer de esôfago em 90% comparado a pessoas que esperam o chá esfriar. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de 10.790 novos casos para este ano. O tumor no esôfago é o sexto mais comum entre os brasileiros.
— Muitas pessoas gostam de bebidas quentes. No entanto, de acordo com o nosso relatório, beber chá muito quente pode aumentar o risco de câncer de esôfago e, portanto, é aconselhável esperar até que as bebidas esfriarem — disse o principal autor do estudo Farhad Islami, da Associação Americana do Câncer e da Universidade de Ciências Médicas de Teerã, à rede CNN.
O estudo acompanhou 50.045 pessoas, com idades entre 40 e 75 anos, por dez anos. A relação entre bebidas quentes e o aumento de chance de tumor no esôfago já era conhecida. Mas essa é a primeira vez que pesquisadores apontam a partir de qual temperatura o líquido passa a oferecer risco para a saúde.
— Essa ingesta pode causar pequenas áreas de queimadura na superfície interna que reveste o esôfago. Elas podem gerar uma lesão crônica naquela região, que favorece o contato de agentes carcinogênicos diretamente com o tecido do esôfago, agora sem tanta proteção por estar queimado — explica Raphael Araujo, cirurgião oncológico do aparelho digestivo e coordenador da equipe de cirurgia oncológica do Hospital Paulistano.
Apesar de o estudo ter sido feito com chá verde e preto, o café também pode provocar lesões no esôfago que aumentam risco de câncer.
— Ninguém precisa parar de tomar café, só não deve tomá-lo tão quente — recomenda Raphael Araujo.
Outra maneira de prevenir o câncer de esôfago é evitar o consumo de cigarro e álcool.
— Eles aumentam a lesão crônica nesse órgão, tanto pela fumaça do cigarro como pelo álcool, principalmente o destilado — diz o cirurgião.
Fonte: Jornal Extra

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

Destaque UFF

  Mais um projeto da UFF que vem para somar na cidade de Niterói. Com foco no turismo responsável, o Observatório do Turismo de Niterói (ObservaTur Niterói) busca monitorar a atividade turística da região visando à geração de empregos, implementação de políticas públicas e outros investimentos no setor.  O projeto, elaborado pela nossa Universidade em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói e a Fundação Euclides da Cunha (FEC), envolve docentes e estudantes de graduação e pós.  Como destaca o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, a cidade sorriso tem um grande potencial turístico. ""A UFF está atuando junto ao município para cooperar neste processo de recuperação dos efeitos da pandemia, para que Niterói avance e se torne referência para todo o estado"". Leia a matéria completa do #DestaquesUFF  no link https://bit.ly/3FaRxBT