Pular para o conteúdo principal

Hereditariedade é a causa de 75% dos casos de xixi na cama

Muitas vezes pais e crianças são julgados porque o pequeno faz xixi na cama. O que poucos sabem é que a genética é responsável por cerca de 75% das causas de enurese. Quando um dos pais passou por esse problema na infância, a chance de o filho sofrer com o transtorno é de 44%. No caso de os dois terem passado por essa situação, a possibilidade sobe para 77%.
Além da genética, outros fatores podem predispor o xixi na cama, como a deficiência de secreção da substância que diminui a produção de urina durante a noite, bexiga pequena para a idade ou que não tem capacidade de reter a urina de madrugada, problemas estruturais no trato urinário e dificuldade de acordar à noite, em resposta à bexiga cheia.

— Os pais precisam entender que a criança que faz xixi na cama não tem culpa. Ela não faz para chamar atenção, mas porque ainda não desenvolveu o mecanismo de controle para não urinar durante a madrugada — afirma José Murillo Bastos Netto, membro do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de Urologia.
Fazer xixi na cama só é considerado um problema quando corre após os 5 anos de idade. Caso os pais observem esse comportamento, precisam levar a criança a um especialista para investigar o problema.
— O apoio da família é fundamental para o sucesso no tratamento. Punir a criança, expor o problema do pequeno aos amigos ou familiares não resolve o problema e, pior, atrapalha mais a cura — alerta Atila Rondon, uropediatra e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
O tratamento para a enurese possui várias frentes, como a medicamentosa, o apoio psicológico, a fisioterapia específica e orientações para mudança de comportamentos.

Dicas para não acordar molhado

Desfralde
Os pais precisam respeitar o momento de desfralde da criança, que precisa ter controle sobre o xixi
Líquidos durante o dia
É sempre importante que a criança beba líquidos durante o dia, para que à noite ela não sinta sede: deve-se parar de ingerir líquidos duas horas antes de se deitar
Xixi antes de dormir
Os pais devem incentivar a criança a fazer xixi antes dela de ir deitar para evitar escapes
Posição do xixi
Muitas crianças fazem xixi na posição errada, o que atrapalha o relaxamento muscular e o esvaziamento da bexiga. Quando a criança sentar no vaso sanitário, ela deve ter um apoio para os pés e uma tampa adaptadora
Não prender
A criança deve fazer xixi assim que acordar. Prender o xixi pode provocar alguma alteração no sistema excretor
Fonte: Jornal Extra

Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios, aponta estudo

De acordo com um novo estudo realizado por médicos cardiologistas do hospital britânico Leeds General Infirmary, os ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios. O estudo foi apresentado nesta terça-feira, 5, na Conferência da Sociedade Cardiovascular Britânica em Manchester, Inglaterra. O estudo comparou os dados de mais de quatro mil pacientes que receberam tratamento para ataque cardíaco em quatro anos separados, e descobriram que os ataques cardíacos mais graves foram mais fatais nos seis meses mais frios, em comparação com os mais quentes. O número total de ataques cardíacos foi aproximadamente o mesmo na metade mais fria do ano, em comparação com os meses mais quentes, com os mais sérios ataques cardíacos levando à parada cardíaca e choque cardiogênico. Porém, o risco de morrer nos 30 dias depois de ter de um ataque cardíaco grave foi quase 50% maior nos seis meses mais frios, em comparação com os seis meses mais quentes. A parada cardíaca é quando o c...

UFF Responder: Dengue

 🦟 A elevação do número de casos de dengue no Brasil tem sido motivo de preocupação no âmbito da saúde pública. Entretanto, com a campanha de vacinação, a esperança é que a população esteja imunizada e que a mortalidade caia.  🤔 Para esclarecer as principais dúvidas acerca da dengue, conversamos com a professora Cláudia Lamarca Vitral, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia da UFF. 💬 A docente aborda temas como as razões para o aumento dos casos, as diferenças entre os sorotipos do vírus, sintomas, infecções simultâneas e as principais medidas no combate à proliferação da doença. Além disso, também elucida questões sobre a tão esperada vacina. Leia a matéria completa pelo link: https://bit.ly/3SuOZXV #UFFResponde

Conheça os sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença rara e sem cura

Nos últimos dias, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ganhou visibilidade internacional por causa do Desafio do Gelo, uma campanha de arrecadação de fundos para pesquisa e apoio de pacientes já diagnosticados. Com sintomas que vão desde à fraqueza muscular até a dificuldade de se alimentar e respirar, a doença rara assusta por não ter cura. Se é irreversível, dramática e tão pouco conhecida, qual será a importância de tantos famosos estarem se preocupando com a ELA? Como é comum nas doenças degenerativas do sistema neuromotor, a Esclerose Lateral Amiotrófica começa a se manifestar com fraquezas musculares em mãos, braços e pernas, geralmente em pessoas com cerca de 50 anos, podendo também acometer os mais jovens, a partir dos 20 anos. A partir dos primeiros sintomas, a previsão geral de sobrevida é de três a quatro anos. Por ser uma doença rara, o seu diagnóstico em média demora cerca de um ano para ser alcançado e depois disso o tratamento tenta diminuir a evolução dos sintomas...

Pré-diabetes aumenta o risco de câncer, revela novo estudo

                                                Teste de glicemia capilar, feito para medir a glicose no sangue. — Foto: Freepik Publicado em uma das revistas mais respeitadas no mundo, a The Lancet Diabetes & Endocrinology, uma pesquisa realizada com mais de 330 mil pessoas pré-diabéticas do Reino Unido demonstrou que o risco de desenvolvimento de tumores malignos começa a aumentar antes que mesmo da instalação da diabetes tipo 2 - quando as células do corpo se tornam resistentes à ação da insulina. A incidência de câncer entre os pré-diabéticos acompanhados pelo estudo por 20 anos se assemelhou à observada entre indivíduos que já tinham o diagnóstico de diabetes: uma diferença de só 4 a 5 casos por mil pessoas/ano nos diabéticos. Para o cirurgião oncológico Felipe Conde, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), o estudo reforça algo que a prá...